domingo, 12 de junho de 2011

A carta




Resolvi reler a carta
aquela carta que me mandou,
carta que me falava
do tamanho do teu amor.

Essa carta não mais fala
ela hoje se calou,
hoje me pesa a alma
e me faz chorar por teu amor.

Carta de papel,
encharcada com as lágrimas,
tintas borradas
já não tem nenhum valor.

Carta rasgada,
rasgada pela dor,
dor que não se cura,
com uma carta de amor.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Quem é você?


Quem você não é?
Me diz o que você não gosta. Do que te faz sofrer.
Fala o que você não gosta em você, esconde pra ninguém ver.
Diz aquilo que você não quer contar, não deseja mostrar. Pra ninguém perceber.
Sai por de trás da mascara que você insiste em usar só pra se esconder.
Me conta os segredos dos segredos, revela o oculto.
Só o que te desagrada, te desanima, te decepciona, te deprime...
Só o que eu não sei.
Me diz quem é você?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nada de nada.

Assim, foi como tudo começou,
Eu sei, que nosso amor não terminou,
Mas deu, para chorar por toda a dor do que ficou e não se resolveu...

Sim, você mexeu em meu caminho.
Vim, e acabei aqui sozinho.
E o que é que eu faço agora, se você resolve ir embora.

Sei, que logo ali a frente,
Tem, algumas dores de alguém
que foi embora mas não deixou a dor em ninguém...

Eu, não vou ficar aqui sozinho,
Só, eu vou pegar o meu caminho,
Vou, me arriscar em outros sonhos que não seja os mesmos sonhos teus....

Sorriso, abraço e beijo,
Seja assim com o mundo inteiro
Que a chuva que caiu lá fora não deixou um arco-ires no final.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Explicações...

"Não sou teu dono!
Apenas te amo.


Por isso te liberto...

pois para mim mais vale ver teu sorriso longe dos meus braços

do que sentir tuas lágrimas a molhar o meu peito.

(anônimo)






Revelado pelo escuro





Na internet eu também estava
como muitos por aí;
o meu sono não chegava
muito papo eu bati.

A luz já foi piscando
e logo me assustei;
prontamente procurando
a lanterna que não achei.

Devagarzinho fui andando
na cozinha procurar vela;
topo em tudo, me esbarrando,
mas num instante eu achei ela.

Passo o tempo sem fazer nada
abro a janela e dou uma espiada
olho para um céu desconhecido
quanto diamante não está escondido.

Só porque a luz faltou
um ceu de estrela se mostrou.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Dores no deserto


Hoje eu percebi. Percebi que o meu caminho agora é um desvio e que os meus pés encontram-se descalços, os meus olhos não veem mais a beleza do único horizonte verdadeiro e o meu coração, enganado pelos meus desejos, destruído pelas minhas falsas emoções encontra-se pisoteado pelas desilusões.

Minha mente vaga por territórios onde não há vida, em terrenos inóspitos, escuro. Fechado à sabedoria capaz de tornar qualquer ser humano em um ser eterno.

Meus lábios já não acham mais as palavras que antes, também, serviam de consolo e força para os meus ouvidos. Alimento para minha alma. Meus pulmões se esvaziaram do ar das canções mais belas, destinadas a vossa majestade.

Choro as lagrimas da dor e da solidão por decidir tomar esse caminho, esse desvio.

Porque fugir do amor? Porque se esconder da luz? Porque conformar-se com a solidão?

Sonho! Sonho em chegar no final desse deserto e poder lembrar de como é doloroso e solitário viver longe dos seus braços...

Voltar a sorrir como o amanhecer da nova esperança, nos primeiros raios da alvorada. Tendo a certeza de que esses raios chegaram para revelar toda sua beleza e formosura.