sábado, 5 de fevereiro de 2011

Revelado pelo escuro





Na internet eu também estava
como muitos por aí;
o meu sono não chegava
muito papo eu bati.

A luz já foi piscando
e logo me assustei;
prontamente procurando
a lanterna que não achei.

Devagarzinho fui andando
na cozinha procurar vela;
topo em tudo, me esbarrando,
mas num instante eu achei ela.

Passo o tempo sem fazer nada
abro a janela e dou uma espiada
olho para um céu desconhecido
quanto diamante não está escondido.

Só porque a luz faltou
um ceu de estrela se mostrou.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Dores no deserto


Hoje eu percebi. Percebi que o meu caminho agora é um desvio e que os meus pés encontram-se descalços, os meus olhos não veem mais a beleza do único horizonte verdadeiro e o meu coração, enganado pelos meus desejos, destruído pelas minhas falsas emoções encontra-se pisoteado pelas desilusões.

Minha mente vaga por territórios onde não há vida, em terrenos inóspitos, escuro. Fechado à sabedoria capaz de tornar qualquer ser humano em um ser eterno.

Meus lábios já não acham mais as palavras que antes, também, serviam de consolo e força para os meus ouvidos. Alimento para minha alma. Meus pulmões se esvaziaram do ar das canções mais belas, destinadas a vossa majestade.

Choro as lagrimas da dor e da solidão por decidir tomar esse caminho, esse desvio.

Porque fugir do amor? Porque se esconder da luz? Porque conformar-se com a solidão?

Sonho! Sonho em chegar no final desse deserto e poder lembrar de como é doloroso e solitário viver longe dos seus braços...

Voltar a sorrir como o amanhecer da nova esperança, nos primeiros raios da alvorada. Tendo a certeza de que esses raios chegaram para revelar toda sua beleza e formosura.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Desencontro





Nossa história começa nos acasos dos desencontros desta vida.
Eu vivia de um lado e você vivia de um jeito.
Sempre podemos contar com a sorte como guia,
se não transformarmos as oportunidades em leito.

Tudo o que aconteceu naquele dia foi na hora certa.
Para que no fim dele pudéssemos nos conhecer.
Até mesmo com o coração de porta aberta,
E percebendo o dia chegar pro seu amanhecer.

Depois de um "oi", veio outro "oi".
estava tudo indo bem,
até que resolvemos ir além...
e foi aí que você se foi.

Sim, a culpa é sua! Isso eu posso afirmar.
Pois minha alma ficou nua, ouvindo você dizer...
Que sempre ia me amar! E comigo, para sempre, viver.

Sofrer, eu sofri.
Pelo que? Eu ainda não sei.
Se nem deu tempo pra viver.
Mas foi de tudo que por ti, de minhas mãos eu lancei.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Só pra eu entender.


Os meus sentimentos estão me enganando?

O que será isso o que eu sinto por você?

Será carência? Será felicidade? Será amor?

Eu fecho os meus olhos e vejo os teus olhos, ainda na escuridão.

Quando te verei sob a luz do dia?

A luz sempre revela o que fica em oculto, obscurecido pela noite. Nossos medos, erros, falhas. Nossos olhos.

É certo que os olhos revelam o que sentimos, nos entregam num olhar. Entregamo-nos num olhar.

Mas, ainda não sei que sentimento é esse que tenho por você?

Meu corpo treme.

De medo? Sim! Que medo? Do desconhecido!

Você é o desconhecido.

O ser humano em si, teme o desconhecido. Foge de coisas ou situações que provavelmente não teria o controle. Foge por não conhecer, não dominar.

Que coisa mais complicada...

Meu peito explode toda vez que penso em você. Sinto meu corpo tremer, e um nó na garganta, sem a vontade de chorar. Mas com vontade de gritar!!! Gritar pra ver se sai algum som de felicidade ou de dor.

Não posso gritar.

Nem o seu nome eu posso gritar.

Nem que eu te amo.

É amor.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Olhar


Sentar e olhar;
Olhar o que, quem?
Olhar para o céu e encher os meus olhos com a sua imensidão;
Ver o sol.
Mas em vez dele, quem está lá é a lua.
Imaginar, imaginar, imaginar...
Deixar o pensamento voar livre, sem dar um rumo ou definir o seu destino.
Te olhar. Te desejar, mas não te ter.
Nem saber onde você está.
Parar na sacada e olhar bem pra longe, o mais longe que os meus olhos podem enxergar.
Daí vem a brisa, o frio, o sono...
Solidão.
Onde você está? Quando vai voltar? Quando vou poder te olhar?
Quando a ilusão vai se tornar real? Quando, o que é real, vai deixar de ser dor?
Vai chover. Vou entrar. Vou dormir.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Obrigado Pai

PAI
Obrigado por ter olhado pra mim;
Obrigado por ter me trazido de forma amável;
Obrigado por ter Se preocupado comigo;
Por ter colocado pessoas maravilhosas em minha vida;
Obrigado por me fazer saber que sempre está perto de mim.
Me fazer perceber o Senhor em toda as coisas que criou.
Obrigado por me livra do mal.
Obrigado pela verdadeira vida ao Teu lado.
Por ter me lavado de todo passado e me revestido de novas vestes.
Obrigado, por ter me feito saber das dificuldades que passou, só pra que um dia pudesse me chamar de filho.
Obrigado, por me perdoar.
Perdão...

Eudes Lessa